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Qua 26 Fev 2003

Livro revela última entrevista de Layne Staley

6 comentários
por Equipe Rockwave

Faz quase um ano que o vocalista do Alice In Chains, Layne Staley, morreu, em abril do ano passado. Agora, a última entrevista que ele concedeu apareceu no livro "Layne Staley: Angry Chair — A Look Inside the Heart and Soul of an Incredible Musician", da escritora argentina Adriana Rubio. A conversa rolou menos de três meses antes dele morrer, vítima de uma combinação de heroína e cocaína e revela o lado mais dramático e triste de um viciado. Staley, com 34 anos, mostrava que havia perdido completamente a vontade de viver. "Sei que estou morrendo. Não estou indo bem. Não tente falar sobre isso com minha irmã, Liz. Ela saberá, cedo ou tarde", diz ele em um trecho da entrevista. Com febre e náusea, Staley fala a respeito dos seus problemas com o vício e é extremamente claro em suas descrições. "Essa porra droga é como a insulina que um diabético precisa para sobreviver. Eu não uso drogas para ficar chapado como as pessoas pensam que eu faço. Sei que fiz uma grande besteira ao começar a usar essa merda. É uma coisa muito difícil de explicar. Meu fígado não está funcionando, eu fico vomitando o tempo todo e cagando nas calças. A dor é maior que você pode suportar. É a pior dor do mundo", diz ele em um trecho.Em outro trecho do livro, Staley parece redigir sua carta de suicídio: "Sei que estou perto da morte. Eu usei crack e heroína por anos. Nunca quis terminar minha vida desta maneira. Sei que não tenho chance. É tarde demais. Eu nunca quis os polegares do público levantados para esta porra de vício. Não tente contatar nenhum dos membros do Alice In Chains. Eles não são meus amigos", diz. No resto da entrevista, o vocalista fala sobre sua família e diz que embora seja muito próximo de sua mãe, Nancy McCallum, da sua irmãs Liz e Jamie, sua vida começou a ruir assim que seu pai abandonou a família, quando ele tinha oito anos de idade. Staley diz, então, que sempre soube que tinha talento e criatividade para se tornar um astro e achou que, se virasse uma celebridade, seu pai poderia retornar. Foi aí que começou a tocar com outras pessoas, compor músicas e, no meio disso tudo, arrumava um tempo para fazer pesquisas a respeito do paradeiro de seu pai. "Quando eu tinha 16, tentei encontrá-lo sem dizer uma palavra para a minha família. Fiz isso por um longo tempo e o que achei nesses anos não foi bom, então, mudei de idéia a respeito de querer conhecer meu pai novamente. (...) Foi por volta dos 20 que a música se tornou minha única obsessão para permanecer vivo. Eu tinha a chance de botar para fora toda aquela raiva por meio da música para ajudar os outros. Foi terapêutico e funcionou para mim por um tempo até que meu pai viu minha foto impressa em uma revista". Foi assim que a pessoa que Staley tanto procurava voltou e tentou entrar novamente em sua vida. Mesmo preocupado, ele ainda achava que a volta de seu pai poderia suprir uma vazio em sua vida. "Ele disse que estava sem tomar drogas por seis anos. Então, porque diabos ele não voltou antes? Eu fiquei muito cauteloso no começo. Então, o relacionamento mudou. Meu pai começou a usar drogas outra vez. Nós dois tomávamos drogas juntos e eu me encontrei em uma situação miserável. Ele começou a me visitar todos os dias para chapar e tomar drogas comigo. Ele veio até mim para conseguir alguma merda e isso era tudo. Eu estava tentado chutar essa hábito para fora da minha vida e lá vinha aquele homem me pedindo dinheiro para comprar mais. Ele finalmente se livrou do vício em heroína e eu ainda estou lutando. Eu investi muito dinheiro em tratamentos. Sei que fiz meu melhor ou o que eu achei que era certo. Mudei meu número de telefone. Não quero mais ver pessoas e isso não é da conta de ninguém, a não ser da minha", diz ele. O restante do livro é composto por entrevistas com a mãe de Staley, que conta como foi sua infância, quais eram seus interesses, como era sua personalidade, sua vida amorosa e sua carreira. A maior parte do livro foi escrita por Rubio em primeira pessoa e compara a sua luta contra bulimia com a devastação produzida pelas drogas.

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6 comentários

Comentários (6)

claudio (06/04/2010 15:42:07) Layne Staley era um grande vocalista e pela maneira como quem convivia com ele o descrevia devia ser uma boa pessoa , tinha muito talento, não merecia este fim trágico, o Alice in Chains nunca mais será o mesmo sem ele. Descanse em paz, Layne.
Anderson aic (09/04/2010 16:20:22) Um cara que fez de tudo, para ser feliz, mas por causa da merda da Heroina e de seu pai. Seu rumo foi acabar desse jeito...Só que as musicas que sairam de sua boca jamais esquecerei...

Wake up young man,
It´s time to wake up...
Anderson aic (09/04/2010 16:20:22) Um cara que fez de tudo, para ser feliz, mas por causa da merda da Heroina e de seu pai. Seu rumo foi acabar desse jeito...Só que as musicas que sairam de sua boca jamais esquecerei...

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It´s time to wake up...
Anderson aic (09/04/2010 16:20:22) Um cara que fez de tudo, para ser feliz, mas por causa da merda da Heroina e de seu pai. Seu rumo foi acabar desse jeito...Só que as musicas que sairam de sua boca jamais esquecerei...

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It´s time to wake up...
Anderson aic (09/04/2010 16:20:22) Um cara que fez de tudo, para ser feliz, mas por causa da merda da Heroina e de seu pai. Seu rumo foi acabar desse jeito...Só que as musicas que sairam de sua boca jamais esquecerei...

Wake up young man,
It´s time to wake up...
Fabíola (14/04/2010 11:33:13) Como já dizia Clarice Lispector, tem coisas na vida que tocam ou não tocam, e Layne Stanley toca em quem tem a sensibilidade de sentir através da voz e de suas músicas os sentimentos mais profundos. Um grande músico, poeta, ser humano.

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