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A volta do Van Halen: espetacular!

por Fernando TucoriÚltima modificação 03/10/2007 11:48

Foi quinta passada, em Charlotte, Carolina do Norte. A noite comecou com a versão de "You Really Got Me" dos Kinks, o primeiro single que o Van Halen lançou, faz mais de 30 anos. O que se viu no palco foi um Van Halen reconstruído, porém fantástico.

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Fazia mais de vinte anos que David Lee Roth e Eddie Van Halen não eram mais parte da mesma banda e- mais ainda – nã o faziam show juntos. A nova versão do Van Halen, com o filho de Eddie – Wolfgang – no baixo, há quem jure que é tã o boa quanto aquela que estreava em 1978.

Não dá pra chamar de uma reunião completa porque falta o baixista Michael Anthony, que sequer foi chamado para participar dos shows. De qualquer modo, dada a natureza incostante da banda nos últimos anos, os fãs pareciam sacar que aquele Van Halen é o melhor Van Halen que eles poderão ter. Não era pra menos: David Lee Roth estava no palco e cantaria todas aquelas m úsicas que fizeram o Van Halen se tornar o que é. Roth, em contrapartida, estava com sangue nos olhos e, já entrou em cena dizendo "olha quanta gente tem aqui". Nem ele parecia acreditar e, al ém disso, estava determinado em fazer daquela noite uma noite inesquecível. O velho Diamond Dave não perdeu em nada a sua forma vocal, um mestre de cerim ônias lunático de uma banda que só agora foi lembrar o tanto que era insana. A insanidade se estendia ao público que por anos ouvia o Van Halen no r ádio e via shows de uma outra banda. Ninguém parecia estar muito preocupado com o que ia acontecer. Estavam todos legitimamente felizes por poderem ver a banda tocando junta outra vez. Os telões gigantescos davam à banda um ar colossal que eles tiveram a manha de sustentar durante as duas horas e meia de show que fizeram.

Pode ser que a banda esteja prestes a provar ao mundo o que só os fãs mais ranhetas pareciam repetir como refrão: Van Halen sem David Lee Roth não é Van Halen.

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Sammy Hagar pode ser o vocalista fantastico que é, mas não é o vagabundo que é DLR. Por isso, Dave tem propriedade pra cantar músicas como "I`m The One", "Runnig With The Devil", "Beautiful Girls", "Somebody Get Me a Doctor" e – não que ele não pareça ridículo – ele parece justamente o tipo certo de ridículo para cantar essas músicas, rebolar na base da guitarra de Eddie e ainda comandar o refrão de um estádio inteiro. Um palhaço ameaçador e bêbado que comanda o show ao lado do chefe.

O chefe, é claro, é Eddie Van Halen que, durante toda a noite, tocou sem camisa e destilou os mais variados riffs em sua coleção de guitarras. Sorrindo todo o tempo, Eddie é um cara a se observar com toda a atenção enquanto ele destrói sua guitarra de um jeito tão inalienável que parece até fácil fazer o que ele faz.

Alex Van Halen fez seu solo, mas sua importância é justamente quando ele toca durante as músicas. Já Wolfgang, o filho de 16 anos de Eddie, supriu a ausência de Michael Anthony e ainda teve a cautela de se manter longe dos holofotes. Mesmo assim, mostrando a habilidade musical genética da família Van Halen, Wolfie mandou bem.

Não teve ponto sem nó. A banda tocou praticamente tudo que a platéia poderia ter imaginado que ouviria naquela noite e empilhou músicas como "Everybody Wants Some", "Unchained", a versão de "(Oh) Pretty Woman, de Roy Orbinson e "And the Cradle Will Rock". Roth se entregou sem pudores para "Hot For The Teacher" e sorria como se dissesse "ouvi dizer que vocês sentiram nossa falta, então voltamos!". Então, eles fecharam o show com "Jump" e, claramente, era uma apresentação que ninguém queria que terminasse.

Pode se preparar porque desta vez é serio: depois de 22 anos, o Van Halen voltou a ser o Van Halen que merece ser.

 

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volta triunfal

Enviado por fabiocorona em 08/10/2007 01:18

e aí galera,para os que nao acreditavam,o sonho nao acabou1111111