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Qua 24 Jun 2009
Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá participam de show de banda uruguaia Bajofondo e falam em volta aos palcos.
Pareceu um sonho para quem estava lá. Por um breve momento, fãs saudosos ou mesmo aqueles que só conheceram a banda depois do fim tiveram um gostinho da extinta Legião Urbana no show do Bajofondo Tango Club, no começo de maio, no Vivo Rio. No palco, Dado Villa-Lobos (guitarra e voz) e Marcelo Bonfá (bateria), acompanhados por músicos do Bajofondo, tocaram “Índios”, com uma foto de Renato Russo, cantor da banda, morto em 1996, nos telões. Foi só naquele dia. E só no Rio. Mas onde há fumaça há fogo, diz o velho ditado.
A gênese desse encontro aconteceu no fim do ano passado no Uruguai. Como assim? A conexão se deu por intermédio de alguns integrantes do Bajofondo — que confessaram no palco do Vivo Rio que a Legião Urbana foi muito importante para eles. Com um único show internacional em toda a carreira, em Montevidéu, há quase 20 anos, o grupo de Brasília plantou uma semente na (então) incipiente cena rock daquele país. Daí, tudo começou a acontecer. Do carinho que os roqueiros uruguaios têm pela Legião nasceu a ideia de um show em homenagem à banda em Montevidéu. E o resultado foi que o que seria apenas um show, no fim de 2008, acabou se transformando em duas noites com lotação esgotada. O momento mágico acendeu a faísca nos olhos de Dado.
— Ele chorou durante o show e disse que foi a primeira vez em que viu a Legião de fora — lembra o produtor Carlos Taran, um dos organizadores do show no Uruguai.
Empolgados depois do reencontro no Rio, ele e Bonfá (que nunca deixaram de se falar, mas não tocavam juntos) pensam em fazer uma miniturnê nacional usando uma banda de apoio com músicos uruguaios, e contando com vocalistas locais convidados em cada cidade. Os shows aconteceriam antes do fim do ano, provavelmente entre outubro e dezembro. Só falta a família de Renato Russo dar a autorização final para o uso do nome da banda e de imagens do falecido cantor. Agora, é só os fãs sonharem. E torcerem.
Pra nós do Bleffe seria sensacional ver essa chama acesa novamente. mesmo com a ausência do carisma e presença de palco de Renato Russo, esse projeto tem tudo pra dar certo, e trazer de novo aos palcos músicas de uma banda que teve uma história tão "grande" no cenário musical nacional só pode ser motivo de aplausos.
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