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20/11/2008

 
 
 
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Santana em SP (17/03)

O que Show
Quando 17/03/2006 22:00 até
18/03/2006 00:00
Onde Arena Skol - Anhembi (São Paulo)
Nome Ticketmaster
Telefone de Contato 11 6846-6000 e 0300 789 6846
Adicionar evento ao calendário vCal (Windows, Linux)
iCal (Mac OS X)
por Editor RockwaveÚltima modificação 11/03/2006 23:08

Em março, Santana volta ao país para mais três apresentações, em Porto Alegre (dia 15, no Gigantinho), São Paulo (dia 17, no Anhembi) e Rio de Janeiro (dia 18, na Apoteose). Os ingressos para clientes Citibank serão vendidos em sistema de pré-vendas entre os dias 25 de janeiro e 8 de fevereiro no Rio e em São Paulo, e entre 27 de janeiro e 10 de fevereiro em Porto Alegre. Para o restante do público, as vendas começam no dia 9 de fevereiro no Rio e em São Paulo, e no dia 11 em Porto Alegre. 

Desde sua apresentação no Festival de Woodstock, em 1969, Carlos Santana vem fazendo discos e shows históricos - mas sua gigantesca influência sobre a música moderna vai muito além disso. Foi graças a ele que a poderosa indústria da música norte-americana - e conseqüentemente, o resto do mundo - passou a enxergar o som que vinha de terras latinas como algo vendável, música de verdade e não apenas um misto de ritmos tropicais exóticos. Santana não apenas abriu seu próprio caminho, mas pavimentou a estrada para que artistas, que vão de Tito Puente a Ricky Martin e Shakira, não fossem apenas itens a mais em um cardápio que mistura na mesma panela tango, rumba, samba, salsa, mariachi e outros tantos gêneros egressos da festiva América Latina.

Após todos estes anos, Santana não precisa mais provar nada para ninguém. Um bom exemplo disso são seus últimos discos: "Supernatural" e "Shaman", produzidos por Santana e Live Davis, ganharam todos os prêmios da indústria fonográfica. Só "Supernatural" vendeu mais de 23 milhões de cópias.

O novo álbum do guitarrista, "All That I Am", já lançado no país pela Sony-BMG, tem ainda uma série de participações especiais, que podem ser um bom exemplo do tamanho da influência de Carlos Santana dentro do mercado musical: entre outros, estão nos créditos do disco Steven Tyler, do Aerosmith, Michelle Branch & The Wreckers, Big Boi (do OutKast), Joss Stone, Mary J. Blige, Kirk Hammet (do Metallica), Sean Paul, Los Lonely Boys, will.i.am. (do Black Eyed Peas), Anthony Hamilton, Bo Bice e Robert Randolph.

 Carlos Santana, o Mito

Carlos Santana nasceu na cidade mexicana de Autlan de Navarro,  no dia 20 de julho de 1947. O interesse pela música veio do pai, mas sempre foi direcionado para o rock - e ganhou força quando a família se mudou para a cidade norte-americana de São Francisco. Considerada um dos berços da nova música, a cidade viu o artista formar sua primeira banda, a Santana Blues, que contava com outros cinco integrantes, e que três anos depois assinaria seu primeiro contrato com uma gravadora, a Columbia. Foi também nesta época que a banda se apresentou no histórico festival de Woodstock, em uma performance que é considerada por muitos como uma das melhores do festival. A mistura de rock, soul, jazz, blues e ritmos latinos incendiou o público e criou uma grande expectativa para o primeiro trabalho do grupo. Com os hits"Evil Ways" e "Soul Sacrifice", o álbum de estreia vendeu um milhão de cópias.

A banda gravou três discos hoje considerados históricos, antes de separar-se. "Abraxas", o segundo disco, gravado e lançado em 1970, repetiu o sucesso do primeiro e lançou hits como "Oye Como Va" (de Tito Puente), "Samba Pra Ti" e "Black Magic Woman". "De repente, passamos a conviver com Miles Davis, Jimi Hendrix, Janis Joplin, The Who", lembra Santana. Novamente, o grupo chega a um milhão de cópias vendidas. Em 1971, sai "Santana III", com mais hits, como "Guajira" e "Batuka". Foi nesta época que um dos pilares da formação inicial, o tecladista e também vocalista Gregg Rollie decidiu abandonar a banda para formar o "Journey".

Em 1980, o guitarrista volta a fazer um enorme sucesso mundial com o lançamento de "Zebop", trabalho que juntava Santana a feras do jazz como Ron Carter, Herbie Hancock e Wayne Shorter. Santana continuava popular em shows e festivais por todo o mundo, mas ninguém podia prever  a explosão de "Supernatural", lançado em 1998, com as participações de Rob Thomas, do Matchbox 20, Lauryn Hill, Eric Clapton, Dave Matthews, Maná e Eagle Eye Cherry. O disco seguinte, "Shaman", embora não tenha vendido tanto quanto o anterior, ganhou os mesmos elogios da crítica e reuniu outra constelação de estrelas: Michelle Branch, Seal, Chad Kroeger (do Nickelback), Alex Band (do The Calling), Dido, Macy Gray, P.O.D. e Musiq, entre outros.

Além de seu trabalho profissional, Santana também é um artista engajado em causas sociais. Recentemente, ele promoveu um turnê de 24 shows na Africa do Sul, associada ao grupo ativista Artists for the New South Africa (ANSA), com a finalidade de arrecadar fundos para a luta contra a Aids no país, um dos mais atingidos do mundo pela doença. A turnê rendeu mais de dois milhões de dólares para a organização. "Eu me sinto na obrigação de ajudar, em fazer algo para ajudar a transformar este planeta de inferno em paraíso", declarou ele a revista Rolling Stone, bíblia da música, que elegeu Santana como um dos "100 maiores artistas de todo o tempo".

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